Menina, comece pelas rosas, não espere até amanhã. 
Corte-as, desaforadamente, 
Sem parar para pensar se elas são boas ou ruins.
E que não haja ninguém para olhar!
Corte as rosas que você encontrar no seu caminho,
E deixe os espinhos para seus colegas do colégio, do trabalho. 
Desfrute de luz e ouro, enquanto você pode.
E paga sua beleza a esse Deus rechonchudo e melancólico,
Destilando o veneno perfumado nos jardins.
Tens lábios e língua, então destrua o gosto envenenado com quem destilar.
E não permita que o outono te resseque a pele 
Sem um homem (pelo menos) 
Que coma os seus ingredientes da alma. 
Assim evite que a morte negra te tire para dançar.
Apenas adiante-se. Convide-a. Desafie.
Viva!

(written by: Renata Siciliano on june 2, 2.012, inspired by Maiara Albuquerque) 
Eu precisava conversar, mas como já passava das duas e todos permaneciam em pleno estado de sonolência… Abri o móvel da sala, à procura de um caderno. Achei. Havia uma mixaria de folhas úteis, as demais estavam gastas por desenhos infantis. Árvores frutíferas, robôs, super-heróis. Aparentemente feitos por uma criança que nada sabia sobre amor, dor, angústia e a relação entre os três. Senti felicidade por ela. Tais desenhos me inspiravam a escrever, me faziam pensar daquela mesma época de vida, em que tudo de necessário para a minha sobrevivência se resumia a brincadeiras e uma boa noite de sono, sem preocupações, sem pensar no amanhã. Em que a única dor daquela época era esbarrar o dedo mindinho do pé na quina do armário do quarto.
Naquele caderno, precisamente me eram dispostas três folhas em branco, acreditando que seria o bastante, comecei a escrever. 
Conforme escrevia, meus olhos lacrimejavam, umidecendo as páginas… ao som da TV ligada que anunciava um filme com o seguinte título: “Histórias de Amor Duram 90 Minutos”. Foi o que me distribuiu esperança… aquele título, aquela frase. Me fizeram ter a lembrança de como sempre me foi fácil abrir mão de uma paixão. Afinal, eu nunca fui do tipo que gostava de sofrer por muito tempo. Ainda não gosto. Um ‘sofrimentozinho’ aqui, um ‘sofrimentozinho’ ali até chega a inspirar, mas passar de uma semana nessas condições já é caso de internação!
Não sei com você, mas comigo, o sofrimento quando vem, vem em forma de fenômeno natural. Avalanche, Tsunami, Terremoto, Furacão. Me leva algo, e me traz aprendizado, renovação. É bom, não digo que não. Não posso dizer que não. Eu sou o que sou hoje em resultado aos tropeços e às decepções, então muito obrigada!
Foi preciso um dilúvio para que o mundo fosse limpo de toda sujeira, e me perdoem os descrentes… até que faz sentido esse tipo de metáfora!
Não é por nada não, nem querendo pressionar o “Divino”, mas bem que tá precisando de um jato de novo.
A vida é assim mesmo, muitos esperam ações alheias para tomar as suas devidas providências. Depois dizem que o ser humano é individualista e mesquinho. Pelo contrário, existem muitos dependentes, que só não enxergam a verdade porque se fazem de míopes, estrábicos, cegos. Masoquistas.
Precisamos abrir mão de algo, nenhum bônus vem sem que passemos pelo ônus. E tudo que vir de “mão beijada” é bom abrir o olho!
Assim caminha a humanidade, vida que segue… e a minha, sempre me ironizando, tirando sarro da minha cara. Nutrindo paixões que me ignoram, que me desfazem. Me trazendo pessoas apaixonadas, que eu ignoro, que eu desfaço. Um ciclo vicioso infinito.
Vulnerabilidade e inconstância há muito não me visitam. Esses malditos somem justo no momento em que preciso deles!
Com aquele caderno… cheio de limitações e linhas contadas, não conseguia me fazer parar de escrever. Era muito o que tinha pra dizer.
Quando vi já estava escrevendo por cima daqueles desenhos… visitei florestas, cavernas, histórias em quadrinhos, todos com linhas duplas, tortas, borradas, como meu coração se encontrava! Comecei a reparar que os soldadinhos de chumbo marchavam,e a cada indício de choro soluçado que eu dava, eles batiam mais forte os pés no chão, me impedindo de ser mais aguda que eles. Algo me bloqueava de sofrer, de chorar, de gritar, algo que sabia que de nada valia a pena.
Viajei. Voltei pra mim.
Devia esquecer tudo, desde o início. Primeiro encontro, primeiro beijo, primeiro sorriso arrancado, a primeira impressão, a última sessão de cinema, as ruas desertas, as músicas, as semelhanças.
Foi tudo tão repentino, e repentino chegou ao fim.
O caderno? Também acabou, quando dei por mim havia escrito um livro de amor, um amor que durou “90 minutos”.
Devo deixar meu coração congelado, não posso permitir que ninguém mais descongele minha geladeira com martelo e faca. Se não, eu perco minha função, eu viro qualquer outra coisa… prateleira, armário… menos geladeira! Você sabe do que estou falando, não sabe?! 
A manhã se aproximava… e o despertador quase em seu horário de alertar. Eu precisava virar a página e finalizar aquele conto, sem intenções de volumes, trilogias… 
As coisas bonitas morrem, perdem a cor, murcham, se desfazem… se degeneram. Mas é só lembrar que “as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.
Eu não podia mais dormir, não dava mais tempo. Levantei e voltei a ser Renata. A mesma Renata de antes! Só que com olheiras.
O amor, quando se revela,não se sabe revelar.Sabe bem olhar p’ra ela,mas não lhe sabe falar.Quem quer dizer o que sentenão sabe o que há de dizer.Fala: parece que mente.Cala: parece esquecer.Ah, mas se ela adivinhasse,se pudesse ouvir o olhar, e se um olhar lhe bastassepra saber que a estão a amar!Mas quem sente muito, cala;quem quer dizer quanto sentefica sem alma nem fala,fica só, inteiramente!Mas se isto puder contar-lhe o que não lhe ouso contar,já não terei que falar-lheporque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
vinte de março Por algumas infinitas e intermináveis horas me sinto impaciente, como um bebê que chora em desespero, ou como sua mãe… agoniada por não saber o motivo. As coisas andam surreais. Sinto que possuo algo que não tenho e o pior é que não quero abrir mão disso! Ando pensando tanto no que realmente vale a pena sentir, ou viver. Normalmente coisas muito evitadas por nós, mesmo que por motivos inconscientes, têm algum significado. Pode ser como uma armadura, uma proteção… Como algo tão evitado pode nos afetar de tal maneira? Recapitulo as cenas, revejo o filme três vezes seguidas até pegar num sono rápido… eu mudo a legenda, leio, releio. Tudo parece fazer muito sentido, não fossem os enigmas. E para quê eles existem, afinal? Qual gênero de história vivi? Comédia, Romance, Drama, foi cinema mudo, preto/branco? Ou uma daquelas histórias de romances despretenciosos, sem intenção ou perspectiva de continuidade. Antes fosse uma trilogia! Daquelas que fazem sucesso. Acredito com fé que o maior erro cometemos é a maldita expectativa. Tudo  questão de esperar a recíproca. Nós não podemos esperar nada! Uma que se queremos devemos tomar alguma atitude dentro de nossa capacidade. Duas que se não der… é bola pra frente. Ninguém é igual a você. Não espere que sejam seu espelho! Sempre odiei o “talvez”, ele sempre me causou desconforto, apesar de nunca ter me intimidado. Impressionante é como estamos acostumados ao ‘instantâneo’. Nada vem de mão beijada e desmerecidamente… nem no seu tempo, ou momento. As coisas fluem, conforme sua energia. A evolução é fundamental, e ela não ocorre sem quedas, fracassos, frustrações! Respeitar as posições e decisões alheias, os espaços de cada um faz parte de viver em uma sociedade e conviver com seres humanos que possuem seus limites, suas vontades e prioridades na vida. Não necessariamente iguais à sua.  Tenho, hoje, a necessidade de ser rasgada, aberta, tenho a ânsia da coerência que venho perdendo… preciso de paz! É raro, quem me conhece sabe que é difícil me causar encanto e conquistar meu afeto. Não sou alguém fácil, infelizmente. Nunca me vi, participando de uma fábula, quase que infantil… cheia de mistérios, que você não consegue desvendar no final… um final reflexivo, nunca finalizado. Não posso esperar nada, além de uma moral, que já está quase sendo descoberta no meu inconsciente. Eu disse, QUASE! Renata Siciliano

vinte de março

Por algumas infinitas e intermináveis horas me sinto impaciente, como um bebê que chora em desespero, ou como sua mãe… agoniada por não saber o motivo.

As coisas andam surreais. Sinto que possuo algo que não tenho e o pior é que não quero abrir mão disso!

Ando pensando tanto no que realmente vale a pena sentir, ou viver. Normalmente coisas muito evitadas por nós, mesmo que por motivos inconscientes, têm algum significado. Pode ser como uma armadura, uma proteção…

Como algo tão evitado pode nos afetar de tal maneira?

Recapitulo as cenas, revejo o filme três vezes seguidas até pegar num sono rápido… eu mudo a legenda, leio, releio. Tudo parece fazer muito sentido, não fossem os enigmas. E para quê eles existem, afinal?

Qual gênero de história vivi? Comédia, Romance, Drama, foi cinema mudo, preto/branco? Ou uma daquelas histórias de romances despretenciosos, sem intenção ou perspectiva de continuidade. Antes fosse uma trilogia! Daquelas que fazem sucesso.

Acredito com fé que o maior erro cometemos é a maldita expectativa. Tudo  questão de esperar a recíproca. Nós não podemos esperar nada! Uma que se queremos devemos tomar alguma atitude dentro de nossa capacidade. Duas que se não der… é bola pra frente.

Ninguém é igual a você. Não espere que sejam seu espelho!

Sempre odiei o “talvez”, ele sempre me causou desconforto, apesar de nunca ter me intimidado.

Impressionante é como estamos acostumados ao ‘instantâneo’. Nada vem de mão beijada e desmerecidamente… nem no seu tempo, ou momento. As coisas fluem, conforme sua energia. A evolução é fundamental, e ela não ocorre sem quedas, fracassos, frustrações! Respeitar as posições e decisões alheias, os espaços de cada um faz parte de viver em uma sociedade e conviver com seres humanos que possuem seus limites, suas vontades e prioridades na vida. Não necessariamente iguais à sua. 

Tenho, hoje, a necessidade de ser rasgada, aberta, tenho a ânsia da coerência que venho perdendo… preciso de paz!

É raro, quem me conhece sabe que é difícil me causar encanto e conquistar meu afeto.

Não sou alguém fácil, infelizmente. Nunca me vi, participando de uma fábula, quase que infantil… cheia de mistérios, que você não consegue desvendar no final… um final reflexivo, nunca finalizado.

Não posso esperar nada, além de uma moral, que já está quase sendo descoberta no meu inconsciente.

Eu disse, QUASE!

Renata Siciliano

Minhas librianas - por Eduardo Loureiro Jr.

“Sei que o título é pretencioso — MINHAS mulheres de Libra —, afinal quem sou eu para ter alguma mulher, ainda mais mulheres de Libra, que normalmente são graciosas e lindas além da conta… E acima de tudo sensíveis e independentes. Uma mulher de Libra, lendo essa palavra, MINHAS, não só se sentiria ofendida como me enviaria, mentalmente, desprezo suficiente para eu sofrer pelo resto de minha vida. 
Se escrevo esta crônica nesse momento, é porque as mulheres de Libra não estão lendo. Tenho certeza disso porque as librianas todas estão envolvidas com seus aniversários, dando conta de preparativos e convidados para as suas festas de aniversário, e sendo felizes na companhia de seus amigos ao invés de lendo crônicas num site de internet. As librianas — não sem razão — estão muito ocupadas no final de setembro, início de outubro, e posso chamar de minhas pelo menos algumas delas, já que elas nem saberão disso. Os amigos da librianas, aqueles que poderiam fofocar sobre a minha pretensão, também estão preparando festas-surpresa para as aniversariantes. Minhas librianas foram apenas três. E se digo “apenas” não é para humilhar os demais homens, que talvez não tenham tido a honra de ter uma libriana sequer. Para falar a verdade, das minhas três librianas, eu tive apenas uma. Librianas são difíceis de conseguir, porque há sempre cinco ou seis homens na fila. São aquelas mulheres de quem um homem pensa: Como posso morrer sem tê-la beijado uma vez sequer? E, tendo-a beijado, como morrer sem estar ao lado dela, feliz até o fim? Quem já teve uma libriana e não tem mais — meu caso — é porque não sabe o que é bom. Ou então porque teve uma libriana quando ainda era muito novo — minha desculpa —, e não sabia o tesouro que tinha ao alcance das mãos e dos lábios.Quem conversa com uma libriana tem a sensação de que está conversando com uma das pessoas mais inteligentes do mundo; e, quando acaba a conversa, tem a certeza de que está tocando, beijando, transando com a mulher mais potente e amorosa do mundo. Das minhas librianas que não tive, uma tinha o poder de se transformar numa imagem de Nossa Senhora com Menino Jesus no colo, e de transformar a mim num monge contemplativo. A outra me fazia crer que eu a fazia subir pelas paredes, quando ela é que girava meu mundo e transformava teto em chão. De vez em quando, vejo as minhas librianas que eu nunca tive por aí, ao lado de outros homens felizardos. Já passei da fase da inveja, já não considero mais tais homens pouco merecedores de uma libriana. As librianas também têm o dom de tornar os seus homens melhores, a ponto de eles se tornarem merecedores do amor delas.Minha única libriana que tive um dia, só a vi uma vez depois de tê-la perdido, casualmente, num shopping. De vez em quando — agora, por exemplo —, paro e penso que aquela pode ter sido a última vez que a vi. E o que eu disse? Um boa-noite, um como vai?Como posso morrer tendo dito tão pouco? A última coisa que se deve dizer a uma libriana é “eu te amo, sempre te amei, e sempre te amarei”. E se ela disser “eu também”, não haverá mais crônicas a serem escritas no final de setembro, início de outubro. A vida com uma libriana deixa pouco tempo para a literatura.”
Por favor, nunca tente esconder algo de uma leonina. De verdade, não recomendo. Uma leonina tem a manha de descobrir o que você está escondendo e a pachorra de jogar tudo no ventilador. Aliás, esse é o comportamento padrão da leonina: jogar a merda no ventilador, anunciar no microfone, gritar pra todo mundo ouvir. Ou seja, explicitar. As coisas boas e as coisas ruins.
O melhor é falar logo e segurar o rojão. Isso porque a leonina faz com a raiva dela a mesma coisa: joga no ventilador. Os estilhaços machucam, mas logo logo ela já esqueceu e vem com o mindinho (e todo o resto) pra uma reconciliação calorosa.
Outra coisa que não recomendo: não deixe uma leonina no comando. Nunca! Nunca!!! Porque com uma leonina no comando, você terá tudo hoje e nada amanhã. É assim mesmo, hoje ela dá, amahã tira, depois de amanhã… depende do seu humor.
Por último e mais importante: não poupe elogios, presentes e gratificações. Faça sempre da forma mais escandalosa que sua personalidade permitir. E colha os lírios desse signo escandaloso (o espirro de uma leonina é sempre alto, mesmo que seja aquela menininha toda delicadinha, gatinha) mandão, mas acima de tudo, divertido.


Em homenagem à minha grande amiga, Rawena.
Uma libriana já nasce com um ponto positivo: é libriana. Um ponto não, muitos, porque as librianas são o signo que Deus inventou pra criar as mulheres mais interessantes e apaixonáveis.
Ter uma libriana acordando ao seu lado, é garantia de um dia interessante. Porque a libriana consegue transformar tudo o que é chato na sua vida em uma história interessante. Sim, as librianas são as melhores no quesito “contar histórias” (o que faz ser também um ponto de atenção se é que você me entende).
Deixe sua libriana longe por um dia e na volta se prepare pras melhores histórias. Deixe sua libriana perto, bem perto um dia e se prepare para um dia especial.
Além de boa contadora de história, a libriana é uma boca suja por natureza (talvez perto de você ela não fale tanto, mas não duvide disso perto das amigas dela). Boca suja e ligeira. Nada passa desapercebido no pensamento rápido dela. O que faz seu papo ser bem interessante. E inteligência numa mulher é fundamental!
E se você pensou que era só isso, se enganou. As librianas – tendo nascido com o signo que Deus inventou pra criar mulheres interessantes e apaixonáveis – têm auto grau de natalidade de mulheres lindas! Sim! Eu, profundo conhecedor da arte dos signos, não me lembro de conhecer uma libriana feia. Geralmente elas têm aquele corpo mignon, equilibrado, tipo aquele que você está imaginando agora!
E o mais mais: elas sabem se cuidar, muito bem cuidadas, sem que isso as deixe fúteis ou chatas ou tudo aquilo que afeta uma mulher vidrada em beleza. Não, amigo, a libriana tá sempre com aquele cabelo de foto de pote de shampoo, com a unha na cor que a moça da novela usou ontem, com a roupa que a modelo do SPFW desfilou hoje e com o sapato bico fino que o Hercovich vai lançar amanhã, sem perder o humor, a graça, a história pra contar, a inteligência, a piada e a boca suja!


http://opisciano.wordpress.com/tag/eu-vou/
rodrigosbrown:

Best idea ever.